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Um mês após assalto cinematográfico, moradores de Cuidad del Este ainda vivem com medo em cenário de guerra

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Os moradores da cidade paraguaia de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, ainda vivem um cenário de guerra após um mês do assalto à empresa de transporte de valores Prosegur. Na situação, 50 criminosos invadiram o local usando bombas e levaram cerca de R$ 26 milhões. Na fuga, um policial foi morto e 15 carros incendiados.

“Passei momentos de medo e tensão”, desabafa o aposentado Alejandro Anissimoff, que morava na casa em frente à empresa. Durante o assalto, os bandidos invadiram o local e, com tiros, destruíram tudo. Por isso, o aposentado afirma que, por medo, não dorme mais no local, que ainda apresenta os sinais da destruição.

De acordo com as investigações da polícia paraguaia, os bandidos ficaram dentro da empresa por pelo menos três horas, tempo suficiente para chegar ao cofre. No local, ainda é possível notar a destruição causada pelas bombas utilizadas pelos criminosos para derrubar as paredes que protegiam a sala em que o dinheiro ficava guardado.

(Foto: Márcio Falcão/Rede Massa)

Assim como as marcas da destruição, o medo continua presente entre os moradores da cidade. “Temos muito medo. Eu, por exemplo, quando ouço um barulho já penso: meu Deus será outro ataque?”, afirma a dona de casa Rosana Santander.

Este medo ficou ainda maior após a notícia de que há a possibilidade de novos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções brasileiras. Por isso, 100 policiais vieram de Assunción, capital do Paraguai, para Ciudad del Este. “Também estamos trazendo de Assunción helicópteros, carros blindados, armas, tudo para evitar novos ataques”, explicou o chefe do Grupo Tático da Polícia Nacional do Paraguai, Enrique Iasi.

Informações Rede Massa e Foto:Márcio Falcão.

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