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Moro interroga dois ex-executivos da Odebrecht em ação que envolve Antonio Palocci

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, interroga dois ex-executivos da Odebrecht ligados ao “Setor de Operações Estruturadas”, conhecido como o departamento da propina da empreiteira, nesta sexta-feira (7). O ex-ministro responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo.

Hilberto Mascarenhas da Silva Filho, que comandou o “Setor de Operações Estruturadas”, deve ser ouvido a partir das 10h. Já Luiz Eduardo da Rocha Soares, que era diretor no mesmo departamento da empresa, será interrogado a partir das 14h. Ambos serão ouvidos presencialmente, na Justiça Federal de Curitiba.

Na audiência em que ouviu os primeiros réus da ação, em 31 de março, o juiz Sérgio Moro decidiu manter em sigilo o depoimento do ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio da Silva. A decisão foi tomada porque Silva é um dos delatores ligados à empresa, cujo depoimento ainda permanece em sigilo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A mesma medida pode ser adotada em relação aos interrogatórios dos dois ex-executivos ligados ao departamento de propina da empreiteira.

Palocci está preso desde o dia 26 de setembro do ano passado e atualmente está detido na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense. Ele foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda de Lula – ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Suspeita de propina

O processo apura se o ex-ministro recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Palocci também teria participado de conversas sobre a compra de um terreno para a sede do Instituto Lula, que foi feita pela Odebrecht, conforme as denúncias.

Outras 14 pessoas são rés na mesma ação – entre eles, Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.

A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal. O caso foi delatado pelo ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

As investigações mostram que o valor pago pela Odebrecht a título de propina pela intermediação do negócio chegou a R$ 252.586.466,55. Esse valor foi dividido entre as pessoas que aparecem na denúncia. Em troca disso, a empresa firmou contratos que, somados, chegaram a R$ 28 bilhões.

Fonte: G1 Paraná

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