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Doceira acusada de enviar bombons envenenados é condenada a 30 anos de prisão

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A doceira Margareth Aparecida Marcondes, acusada de enviar bombons envenenados a adolescente Thalyta Teminski, em Curitiba, foi condenada a 30 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado por quatro tentativas de homicídio. O caso aconteceu em março de 2012, em Curitiba.

O julgamento começou por volta das 13h de segunda-feira (7) e encerrou por volta das 2h desta terça (8).

Conforme a decisão do juízo, Margareth pode recorrer em liberdade e está proibida de se aproximar das vítimas, deve comprovar o endereço e atividade lícita à Justiça a cada três meses e também não pode se ausentar da comarca em que reside sem autorizaçao prévia.

A doceira chegou a ser presa e atualmente é monitorada por tornozeleira eletrônica.

O advogado dela, Luiz Cláudio Falarz, disse que não esperava uma pena tão alta e que vai pedir a nulidade da sentença porque, na opinião da defesa, não houve a materialidade do caso.

Entenda o caso

À época, a família da adolescente Thalyta Teminski havia encomendado os doces para a festa de 15 anos da garota. Antes, Margareth enviou algumas amostras para a casa da menor por meio de um taxista. A encomenda foi enviada com um bilhete que dizia para ela provar os doces.

Além de Thalyta, que chegou a ficar internada na UTI por oito dias e teve duas paradas cardíacas, outros três menores também provaram os doces e passaram mal. Todos foram levados para o hospital com quadro de intoxicação.

De acordo com a Polícia Civil, na época das investigações, a ré que era amiga da família da vítima, chegou a confessar o crime, mas não soube explicar o motivo.

Segundo as investigações, a doceira recebeu R$ 7,5 mil para fazer os doces da festa, mas gastou o dinheiro. Ela teria, então, enviado os bombons envenenados na tentativa de adiar a comemoração.

Informações G1 Paraná

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