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Delegado do Paraná acusado pela morte de suspeito de crime pode assumir cadeira na Assembleia

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O delegado Rubens Recalcatti, que ficou famoso após os anos em que comandou a extinta Delegacia de Homicídios de Curitiba, pode assumir uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), ele é o primeiro suplente do deputado estadual Chico Brasileiro, da mesma legenda, eleito prefeito de Foz do Iguaçu neste domingo (2).
Recalcatti é um dos nove acusados pela morte de Ricardo Geffer, ocorrida em abril de 2015. De acordo com a denúncia, ele foi morto após ser preso pela equipe de Recalcatti, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O advogado do Recalcatti diz que vai comprovar a inocência do cliente.
Geffer era suspeito de ter participado da morte do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, conhecido como João da Brascal. O político era casado com uma prima do delegado. Recalcatti chegou a ser preso temporariamente, quando as investigações estavam em curso, mas conseguiu um habeas corpus.
Foro provilegiado
O processo contra Recalcatti corre em primeira instância, na Vara Criminal de Rio Branco do Sul. Atualmente, ele trabalha no departamento de infraestrutura da Polícia Civil. No entanto, a ação penal poderá ser suspensa, caso ele realmente assuma o mandato de deputado.
Nesse caso, caberá ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) prosseguir com o caso, pois o delegado terá direito a foro privilegiado.
Procurado, Recalcatti não quis se manifestar sobre o assunto. O advogado de Recalcatti, Cláudio Dalledone, afirmou que a defesa técnica, com base nas audiências que já foram realizadas, reforça ainda mais a certeza da absolvição do delegado Rubens Recalcatti.

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