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Contrabando causou prejuízos de 146 bilhões de reais ao país em 2017

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Em 2017, a venda de produtos contrabandeados no Brasil trouxe prejuízos de 146 bilhões de reais ao país, de acordo c om dados levantados pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade .

Solução para o problema passa por uma ação integrada, que leve em conta questões como a segurança das fronteiras
Esse dado é a soma dos prejuízos registrados às empresas brasileiras e a estimativa de evasão de impostos causada pelo mercado ilegal.
Em 2014, este valor era de 100 bilhões, número que saltou para 115 bilhões em 2015 e 130 bilhões de reais em 2016.
A venda de cigarros paraguaios, principal produto contrabandeado no país, atingiu patamar recorde em 2017: 48% de todo o mercado nacional do produto é dominado por marcas comercializadas ilegalmente, a maior parte vinda do país vizinho.
Com isso o Brasil se tornou o maior mercado global de cigarros ilegais.
A marca de cigarro mais vendida no Brasil é a Eight, fabricada pela Tabacalera del Este, empresa de propriedade do presidente paraguaio Horacio Cartes.
Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial para marcar o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, no ultimo dia 3 de março, mostra que os brasileiros acreditam que o contrabando de cigarros traz enormes prejuízos para o país.
Incentiva o crime organizado e o tráfico de drogas e armas ; Reduz os empregos de brasileiros; prejudica o comércio e a indústria do Brasil; reduz a arrecadação de impostos e aumenta os riscos à saúde já que esses produtos não são fiscalizados pelo governo brasileiro.
Os brasileiros ouvidos na pesquisa consideram que o contrabando é um tema que deve fazer parte do debate político em 2018.
86% dos entrevistados afirmaram que não votariam em um candidato que se negasse a combater o contrabando.
Questionados sobre quais ações deveriam ser adotadas o presidente eleito para combater o contrabando de cigarro do Paraguai para o Brasil, os entrevistados apontaram: Mais investimentos nas ações de segurança nas fronteiras; Adoção de leis com penas mais duras para o crime de contrabando; Mais investimentos nas ações de combate ao mercado ilegal ; Fechamento dos comércios que forem flagrados vendendo cigarros contrabandeados e redução de impostos para os setores mais afetados pelo contrabando .
Para o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, o resultado da pesquisa não surpreende pois este não tema não é novidade.
A entidade acredita que a solução para o problema passa por uma ação integrada, que leve em conta questões como a segurança das fronteiras, a disparidade tributária entre países do Mercosul e a fiscalização constante em pontos de venda.

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