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Como ficam as festas de Natal e Ano Novo em tempos de pandemia?

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Novembro está chegando. E com o novo mês, também deve chegar aquele clima de final de ano, com panetones em destaque nos supermercados, a iluminação decorativa típica da época e, é claro, as árvores de Natal. Mas em tempos de pandemia do novo coronavírus, como ficarão as tradicionais confraternizações, as festas em família?

O questionamento é pertinente, ainda mais considerando-se que nas últimas semanas teve início um movimento de flexibilização das restrições impostas pela crise sanitária, com a reabertura de teatros, cinemas, bares e outros. Seria a hora de também  matar aquela saudade dos entes queridos e reunir toda a família? Afinal, já são sete meses de isolamento e distanciamento social.

“Meus amigos que brincam, mandam #liberamoacir no WhatsApp. Está todo mundo muito cansado, não aguentam mais isso. Mas essa situação é uma fatalidade para a qual, por enquanto, não temos remédio”, comenta o médico infectologista Moacir Pires Ramos, reforçando que a única forma de se preservar ainda é o distanciamento social e os cuidados básicos e essenciais, como uso de máscara e reforço da higiene, com medidas como a limpeza das mãos com álcool em gel.

“Todo mundo quer uma bala mágica para ontem, mas infelizmente a ciência ainda não descobriu essa bala mágica. Até ter a vacina, até ter uma forma de enfrentar [a doença], vamos ter de conviver com isso: cuidados, distanciamento, máscaras e não fazer aglomerações”, complementa ainda o médico.

Isso tudo, então, significa que as festas de final de ano ‘já eram’? Não necessariamente. Mas é importante que as pessoas tenham consciência de que a maioria das transmissões não acontecem no ambiente de trabalho ou fora de casa, e sim dentro de nossas próprias residências. E isso acontece, em grande medida, pela sensação de segurança que temos em nossos lares, o que acarreta também numa redução e até mesmo desleixo com relação às medidas de cuidado.

Assim sendo, é importante considerar algumas coisas na hora de planejar a reunião familiar. “Dicas para fazer isso: poucas pessoas. Não tem um número mágico, mas um número de pessoas que dê para ficar bem distante. Use máscara. Pessoas que não convivem no mesmo ambiente têm de estar de máscara, infelizmente. Ambientes abertos, com renovação de ar, são preferíveis”, comenta o doutor Ramos, reforçando ainda que qualquer pessoa com sinais de resfriado ou gripe deve se ausentar desses eventos.

“Você pode me dizer que é alérgico, mas ainda assim evite, não sabemos se é só um ataque de alergia ou virose. Tem sintomas respiratórios, pede desculpa e não vai. E também é importante lembrar todo mundo que não é pós-pandemia, ainda não é uma volta ao ‘novo normal’. Alguns países estão experimentando a segunda onda da doença e há uma tendência de mais jovens estarem adoecendo. Não são casos tão graves, mas é um aumento bem significativo de casos, com um pessoal voltando para festas, trabalhos. E nós, quando vamos ter uma próxima onda? Quando o pessoal baixar a guarda e começar a ir para festas. Então ainda não é o momento”, finaliza o especialista.

Uma festa de aniversário e Natal diferentes

Em Maringá, no norte do Paraná, Thais Mira Lourenço Guaragni e suas filhas, Luísa e Manuela, já se preparam para as festas de final de ano. Recentemente, inclusive, as três já prepararam a árvore de Natal, que foi feita de uma maneira diferente, ‘fugindo’ do tradicional.

“Outros anos a gente tinha árvore tradicional, mas eu tinha mostrado para elas um tempo atrás uma árvore diferente e elas gostaram da ideia. Como estamos em casa, elas sem aula, resolvi fazer uma árvore de Natal de feltro e elas me ajudaram a desenhar a árvore, fazer os enfeites, os recortes”, conta a mãe, que em duas tardes conseguiu deixar a novidade já pronta na sala do apartamento em que a família mora. “Foi uma bagunça, mexe com glíter, cola, mas ajudou a aliviar a ansiedade”.

Nesses tempos de pandemia, com toda a família em casa o tempo inteiro, a saída tem sido apostar nas atividades manuais e brincadeiras para fazer o tempo passar e tentar reduzir a ansiedade das meninas. Na hora de festejar, invenção tem sido a palavra-chave. Foi o que aconteceu recentemente, inclusive, quando uma das filhas de Thais celebrou aniversário.

“Fizemos um drive, os amigos dela passaram aqui buzinando, deixaram presente e pegaram uma lembrancinha. As crianças gostaram bastante, teve até um amigo da escola que falou que quer o aniversário dele assim, mesmo que já possa fazer festa”, conta a criativa mãe. “Com relação ao Natal, vai ser só nos quatro mesmo [ela, as meninas e o marido]. Estamos evitando viajar, até porque a mais nova é do grupo de risco”, complementa.

Comércio já fica com a cara do fim de ano

Em Curitiba, aos poucos o comércio já vai ganhando aquela cara mais festiva. E uma das primeiras lojas da cidade a adotar o clima natalino é a Sete Embalagens, localizada na Av. Sete de Setembro, número 2053, no Centro de Curitiba. Segundo Mauricio Menegusso, gerente da loja, desde agosto os produtos natalinos já estava à venda na loja, mas é agora, a partir da segunda metade de outubro e especialmente no mês de novembro, que as vendas acontecem em maior escala.

“Novembro é o nosso Natal, que é quando o pessoal está se preparando para a festa, muitos lojistas preparando suas lojas para receber os clientes em novembro”, comenta Menegusso, contando ainda que a empresa comprou um volume 20% menor de itens em relação ao ano passado, por conta da expectativa de queda nas vendas, mas que em contrapartida investiu mais na variedade e qualidade dos produtos.

“Trouxemos novidades, árvores exclusivas. O que vende muito são as árvores decoradas, enfeite de decoração de mesa. Mas temos uma variedade grande de produtos, muitos laços, inclusive laços prontos para facilitar pro cliente”, destaca o gerente, revelando ainda que os clientes estão ansiosos pelas festas de final de ano. “Todo mundo está com aquele medinho, mas pensando em fazer a sua casa mais decorada ainda do que em anos anteriores.”

Do Bem Paraná

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